Opinião: Apagão logístico do Porto de Santos
O Porto de Santos é considerado o maior da América Latina, entretanto, a parte pública vem enfrentado uma série de contratempos, decorrentes de problemas crônicos.
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é a estatal que administra o porto de Santos e, como sabemos pelo dia a dia, a administração pública no Brasil deixa muito a desejar.
Como principal ponto de entrada e saída de mercadorias brasileiras, os atrasos ocasionam uma infinidade de contratempos que geram custos, aborrecimentos e perda de credibilidade.
São atrasos no carregamento e descarregamento dos navios, que obrigam os caminhoneiros a esperar até 36 horas para descarregar produtos nos navios, ocasionando filas de até 116 navios ancorados à espera de atendimento!
Os entraves burocráticos também ajudam a tornar a rotina do porto bem estressante.
Logística Internacional
A demora na liberação de cargas nos portos brasileiros é 56% maior que a média mundial!
O prejuízo dos navios por dia parado é imenso: de US$ 20 mil a US$ 90 mil!
As autoridades portuárias tem diversas “explicações” para essa lentidão, mas na realidade, todos esses são sintomas claros de um eminente apagão logístico do porto.
O que ocorre no Porto de Santos é um sintoma, tal qual outros que lemos diariamente nos jornais, como os problemas de nosso sistema educacional, de nossas estradas, de nosso sistema de saúde etc, que refletem uma doença muito grave que acomete o Brasil: a falta de competência mínima do poder público em administrar a riqueza nacional.
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